Nova Direita não desanimou com os primeiros resultados na Madeira
O líder da Nova Direita na Madeira afirmou hoje não ter ficado desanimado com os resultados do partido nas regionais de domingo, dado que foi a primeira vez que se candidatou a eleições, com as quais não contava.
"Não estou nada infeliz pelo nosso resultado, nada que se pareça, não estou desanimado, pelo contrário", disse à Lusa Paulo Ricardo Azevedo.
A Nova Direita ficou em último lugar, com 0,34% da votação - 487 votos -, segundo os resultados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
O cabeça de lista destacou que a Nova Direita chegou à Madeira apenas em dezembro do ano passado e não se tinha preparado para estas eleições, que lhe "caíram no colo", uma vez que estava a contar que as próximas eleições fossem as autárquicas de setembro ou outubro.
O responsável destacou ainda que a campanha serviu para mostrar um partido novo ao eleitorado, realçando ainda que a ND conta com um conjunto de elementos dos quais "99% não estavam ligados à política".
Mais de 255 mil eleitores foram chamados no domingo a votar nas legislativas regionais antecipadas da Madeira para escolher a nova composição do parlamento do arquipélago, com 14 candidaturas na corrida.
O PSD venceu as regionais, com 43,43% dos votos e 23 mandatos, enquanto o Juntos Pelo Povo (JPP) passou a segunda força política, com 21%, e o PS caiu para terceiro, com 15,6%.
O Chega conseguiu 5,47%, o CDS-PP 3,0% e a Iniciativa Liberal 2,17%, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna - Administração Eleitoral.
O PAN não conseguiu manter a deputada que tinha no parlamento, e o BE e a CDU continuaram sem conseguir regressar.