Montenegro "está disponibilíssimo" para esclarecer população e quer reforço da AD
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje que "está disponibilíssimo" para prestar todos os esclarecimentos necessários à população sobre "todos os assuntos" e pediu o reforço "da confiança" depositada na Aliança Democrática (AD) há um ano.
"Estou disponibilíssimo para continuar, como sempre, a esclarecer todas as portuguesas e todos os portugueses sobre todos os assuntos que lhes interessem", disse Luís Montenegro, em conferência de imprensa, em Bruxelas, na Bélgica.
O primeiro-ministro social-democrata acrescentou que quer que a população decida nas próximas eleições legislativas pela "melhor opção".
"Esperando eu que a melhor opção seja a de reforçar a confiança que depositaram na AD nas últimas eleições legislativas", comentou.
Sem querer interferir diretamente na campanha para as eleições regionais na Madeira, que termina na sexta-feira, mas aludindo ao PSD, Luís Montenegro opinou que o arquipélago "tem findo a ter um desempenho económico muito interessante, com uma boa taxa de crescimento".
O também presidente do PSD disse esperar "que, portanto, não se perca esse esforço", aludindo ao governo regional que sempre foi chefiado por sociais-democratas.
A crise política teve início em fevereiro com a publicação de uma notícia, pelo Correio da Manhã, sobre a empresa familiar de Luís Montenegro, Spinumviva, detida à altura pelos filhos e pela mulher, com quem é casado em comunhão de adquiridos, - e que entretanto passou apenas para os filhos de ambos - levantando dúvidas sobre o cumprimento do regime de incompatibilidades e impedimentos dos titulares de cargos públicos e políticos.
Depois de mais de duas semanas de notícias -- incluindo a do Expresso de que a empresa Solverde pagava uma avença mensal de 4.500 euros à Spinumviva - de duas moções de censura ao Governo, de Chega e PCP, ambas rejeitadas, e do anúncio do PS de que iria apresentar uma comissão de inquérito, o primeiro-ministro anunciou a 05 de março a apresentação de uma moção de confiança ao Governo.
O texto foi rejeitado com os votos contra do PS, Chega, BE, PCP, Livre e deputada única do PAN, Inês Sousa Real. A favor estiveram o PSD, CDS-PP e a Iniciativa Liberal.