CHEGA-Madeira propõe "melhores condições de mobilidade" para a Região
"A insularidade não pode continuar a ser sinónimo de dificuldades de mobilidade e custos elevados para os madeirenses", salienta o Chega-Madeira numa nota de imprensa, divulgada esta manhã, a dar conta de medidas que visam corrigir e melhorar as condições de mobilidade insular de e para o Continente.
"Apesar de existirem ligações aéreas e marítimas para o Porto Santo, a Madeira continua sem qualquer ligação marítima regular com o Continente, deixando os residentes dependentes exclusivamente do transporte aéreo", frisa. "O CHEGA-Madeira apresenta medidas concretas para corrigir estas falhas e assegurar que os madeirenses tenham as mesmas oportunidades que qualquer outro cidadão português, ao abrigo do princípio da continuidade territorial", garante.
Assim, "o partido defende o fim do sistema de reembolsos nas passagens aéreas, impondo um preço fixo e justo para os residentes, sem burocracias desnecessárias. Propõe também a eliminação dos portes de envio para as Regiões Autónomas, garantindo que os madeirenses não sejam prejudicados no comércio e acesso a bens essenciais".
Para reforçar a mobilidade interna, o CHEGA-Madeira exige que os transportes públicos e privados estejam preparados para situações de contingência. Defende ainda voos de emergência entre a Madeira e o Porto Santo e a aquisição de uma embarcação que assegure a ligação marítima quando o Lobo Marinho estiver em manutenção ou o Aeroporto da Madeira estiver inoperacional. Miguel Castro
O cabeça-de-lista do CH para as legislativas regionais de 23 de Março reforça, ainda, que "o Aeroporto do Porto Santo deve ser modernizado e assumir-se como alternativa operacional sempre que necessário. Esta solução, que prevê a melhoria das infraestruturas e a construção de um hotel aeroportuário, é muito mais eficaz e económica do que projetos inviáveis de construção de um novo aeroporto na Madeira", acredita.
Mais, o partido propõe "o fim da concertação de preços nos transportes marítimos e exige o regresso de uma ligação regular por ferry entre a Madeira e o Continente, custeada pelo Estado, garantindo tarifas acessíveis para os residentes. A falta desta ligação penaliza a economia regional e limita a liberdade de circulação dos madeirenses, algo que o CHEGA-Madeira não aceita", frisa outro candidato Hugo Nunes.