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País

Francisco Gomes apela a "maior dignificação" do mergulho profissional

Proposta do Chega para "reforço da fiscalização" à profissão foi aprovada na Assembleia da República, mas “ainda existe muito trabalho para fazer", diz deputado

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Foi aprovado em plenário da Assembleia da República um projecto de resolução da autoria do Chega, que recomenda ao Governo da República o reforço da fiscalização ao cumprimento do quadro legal aplicável ao mergulho profissional.

A proposta, que contou com a colaboração do deputado madeirense Francisco Gomes, destaca “a obrigatoriedade de o Estado garantir condições dignas para os mergulhadores profissionais, reforçando a exigência do cumprimento da legislação em vigor, bem como da protecção dos trabalhadores deste sector”.

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A medida contou com os votos a favor do partido proponente, PS, PAN e Bloco de Esquerda. Já o PSD, CDS, Livre e PCP optaram pela abstenção.

Após a aprovação da iniciativa, Francisco Gomes sublinhou que “o panorama actual do mergulho profissional é, na sua opinião, preocupante e exige acção imediata da parte das instituições responsáveis do Estado”.

Há mergulhadores a trabalhar em condições manifestamente inseguras, sem equipamentos adequados, nem acesso a formação contínua. Este desleixo tem provocado acidentes graves e até perdas de vidas humanas. Esta situação não é aceitável, não pode ser vista como ‘normal’ e expõe lacunas graves que persistem na fiscalização da aplicação da lei Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República

O texto do projecto do Chega recorda ainda que o mergulho profissional está regulamentado pela Lei n.º 70/2014, que estabelece as bases legais para a segurança e o funcionamento desta actividade. Contudo, alerta para a “necessidade de reforçar os mecanismos de fiscalização em todas as regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores”.

“Não podemos permitir que esta profissão, que é uma das mais perigosas do mundos, continue sem o devido acompanhamento. É necessário agir de forma eficaz para garantir a integridade física e psicológica dos mergulhadores, que continuam a ser relegados para segundo e terceiro planos”, sublinhou Francisco Gomes.

Apesar da aprovação da medida, o deputado reforçou o apelo ao Governo da República, apontando que “ainda existe muito trabalho para fazer de forma a assegurar uma maior dignificação do mergulho profissional”.

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