Imigração: a de luxo e a trabalhadora
Ser bem recebido e aceite junto de outros povos é um dever e uma obrigação que qualquer Estado de Direito deve ter, cumprindo assim o estipulado na Carta Universal dos Direitos Humanos.
Muitos portugueses emigraram para outros países para fugirem às guerras coloniais, às condições miseráveis e à falta de liberdade que o fascismo de Salazar sujeitava o povo. França, Reino Unido, África do Sul, Brasil e Venezuela são alguns desses países. Não podemos ignorar isso!
Os partidos de direita acusam que a imigração dos povos, que vêm para cá trabalhar e que dão um grande contributo para a segurança social, está descontrolada e que se deve fechar portas. Não falam dos imigrantes muito ricos, que compram casas de luxo para obterem uma autorização de residência em Portugal (vistos gold). É essa população de gente muito rica que vem passar férias, que pouco contribui para o Estado, usufrui dos nossos serviços públicos, desestabiliza os preços das casas e dos bens essenciais, que faz aumentar o custo de vida das pessoas que dependem dos seus salários.
O que todas as direitas querem é fechar as portas da imigração legal para abrir a janela da clandestinidade, para que esses mesmos imigrantes trabalhem sem direitos, sendo explorados, escravizados e com o seu destino nas mãos de máfias.
Estes imigrantes são duplamente castigados: por um lado, pelos patrões sem escrúpulos e, por outro, pelos partidos de direita que os acusam de serem os responsáveis de todos os males da sociedade, e não são!
Raquel Pestana