Quatro mil milhões na Saúde
Em nome da verdade é preciso que se reconheça o esforço enorme que os governos de Miguel Albuquerque têm feito na área da saúde.
Só para se ter uma ideia, entre 2016 e 2024 o Governo Regional gastou quatro mil milhões de euros na Saúde. Ou seja, mais de 440 milhões de euros por ano. Um esforço financeiro brutal, muito consequência do forte investimento em equipamentos e medicamentos inovadores, para além do reforço de pessoal ao nível dos médicos, dos enfermeiros, dos técnicos e assistentes operacionais e administrativos na área.
Só para se ter uma ideia, no ano passado foram investidos mais de 150 milhões de euros em medicamentos! Só para a área oncológica, frise-se, foram 30 milhões. Em 2015 gastaram-se, neste âmbito, apenas seis milhões. Mais 24 milhões em nove anos! E para 2025 vai gastar-se ainda mais!
No Início deste ano, por outro lado, começam as cirurgias apoiadas por um robô cirúrgico. Serão mais cirurgias e mais eficientes. O investimento é de dois milhões de euros.
Está-se a construir um hospital de ponta, universitário e equipado com o que há de melhor e com um centro de investigação que já tem parcerias com os maiores e melhores laboratórios e institutos do mundo na pesquisa acerca do cancro. São mais de 300 milhões (que não entram nas contas dos 4 mil milhões!).
Beneficiaram-se os centros de saúde, construíram-se novos, está-se a criar um novo hospital no Porto Santo. Muitos milhões mais investidos! Que também não entram nas contas diretas da Saúde!
Contrataram-se mais enfermeiros e médicos. Aliás, este mês serão mais 30 dos 80 já com aval orçamental. Eram para ser mais 200, mas o orçamento por duodécimos (a obrigatoriedade de não se gastar mais do que no ano anterior) impediu esse objetivo para já. Ficará mais para o final do ano.
Em quase todos os concelhos existe já cobertura total de médico de família e se o Orçamento assim o deixar (leia-se Oposição) haverá mesmo cobertura total até final do ano.
Os médicos, os enfermeiros, os técnicos de saúde e os assistentes operacionais e administrativos viram as suas remunerações melhoradas e as suas carreiras em progressão.
E muito mais se poderia dizer. Mas, fico-me por aqui…
Com todos estes valores, com tudo o que se tem feito na área da Saúde, pode-se acusar o atual Governo de tudo, agora de não investir na Saúde é que não!
Só por demagogia, por eleitoralismo e por oportunismo político é que se pode afirmar que a Saúde tem sido “parente pobre”, que não há estratégia para a Saúde.
Aos detratores aconselho a despirem capas políticas e a verem, com “olhos de ver”, o que se tem feito…
Ângelo Silva