ADN critica " ingerência das cúpulas nacionais nas decisões regionais"
Miguel Pita alerta que prática "enfraquece a autonomia da Região Autónoma da Madeira"
O ADN Madeira assumiu esta terça-feira, 21 de Janeiro, a sua "profunda preocupação com a evidente falta de responsabilidade de certos partidos políticos que, de forma sistemática".
Em causa, explica o coordenador regional do partido em nota emitida, está o facto de o Chega Madeira se remeter ao silêncio após a notícia do DIÁRIO de que André Ventura ordenou a apresentação da moção de censura contra o governo de Miguel Albuquerque, contrariando a decisão unânime da estrutura da Madeira.
Miguel Pita critica os partidos que "não se justificam perante a população madeirense quando confrontados com questões sobre a sua actividade política", considerando que a postura, "para além de demonstrar um desrespeito pelos cidadãos que os elegeram, contribui para um crescente afastamento entre os eleitores e os seus representantes, pondo em causa os valores democráticos que devem nortear a governação".
O ADN Madeira censura a "ingerência das cúpulas nacionais nas decisões regionais", alertando que a prática "não só enfraquece a autonomia da Região Autónoma da Madeira, como também representa uma afronta à própria essência do autogoverno, conquistado com tanto esforço ao longo de décadas de luta política e social".
É evidente que os desafios que a nossa Região enfrenta são únicos e só podem ser verdadeiramente compreendidos e resolvidos por quem vive e sente a Madeira. Quando partidos políticos subordinam os interesses regionais a agendas ou orientações definidas por estruturas nacionais distantes, colocam em risco o desenvolvimento da nossa terra e o bem-estar do nosso povo. Esta postura é contrária ao princípio fundamental de que os madeirenses devem ser os principais protagonistas das decisões que afectam o seu futuro. ADN
Em nota emitida, o ADN Madeira reafirma o seu compromisso "firme e inabalável em defesa da autonomia".
A ingerência externa é um retrocesso que não podemos aceitar, pois compromete os avanços conquistados e desvaloriza a importância do voto de cada cidadão madeirense. ADN
"Para nós, a autonomia não é apenas uma bandeira política, mas um instrumento indispensável para garantir a prosperidade, a justiça e a igualdade de oportunidades para todos os madeirenses", pode ler-se.
O partido garante que continuará a defender a Madeira e os seus interesses, "colocando a autonomia e a dignidade do povo acima de quaisquer outras considerações".