CHEGA critica interferência indevida de instituições não políticas no cenário político regional
Francisco Gomes, deputado do CHEGA eleito pela Região Autónoma da Madeira, manifestou a sua perplexidade face àquilo que considera uma ser uma interferência indevida de instituições não políticas no cenário político regional. O parlamentar denunciou a crescente predisposição dessas entidades para emitir juízos que vê como infundados sobre a actual conjuntura governativa madeirense, alinhando-se, segundo afirma, numa lógica de apoio ao partido do governo.
Temos vindo a observar um esforço deliberado para moldar a opinião pública e perpetuar a narrativa falaciosa promovida pelo Governo Regional. De forma alarmista, certas instituições querem fazer crer que a Madeira irá estagnar pelo facto de o orçamento regional não ter sido aprovado. Tal afirmação não só é desprovida de verdade como constitui uma tentativa lamentável de manipulação política". Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República
O deputado sublinhou ainda a necessidade de uma demarcação “absoluta, intransponível e inquestionável” entre os domínios políticos e não políticos, reiterando que as instituições em causa não deveriam ambicionar protagonismo nem se imiscuir em questões que extravasam o seu âmbito.
É inadmissível que entidades que deveriam pautar-se pela neutralidade procurem assumir um papel de escudo protetor de um executivo onde mais de metade dos membros é arguida por corrupção. Esta situação é grave e atenta contra os mais basilares princípios democráticos". Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República
Francisco Gomes concluiu com um apelo à preservação do equilíbrio institucional e ao respeito pela independência dos órgãos não políticos.
“A solidez da democracia reside na separação clara entre esferas de atuação. Permitir que entidades não políticas intervenham no debate político é corroer a transparência e fragilizar a confiança dos cidadãos nas instituições”, rematou o deputado.