Quem quer trabalhar?
Onde andam os 9.025 desempregados nesta região em que falta mão-de-obra?
O presidente do Governo Regional garantiu solenemente na semana passada que a Madeira é uma referência nacional. Por ter estabilidade e estratégia, lucidez e criatividade, beleza e atractividade. Miguel Albuquerque tem visto gente de vários quadrantes, desde a política ao jornalismo, elogiar a dinâmica insular que contrasta o marasmo de outras paragens, obra que poucos atribuem à Autonomia conquistada, pois, tal como tantos outros por esse País fora, a desconfiança ainda anda de mão dada com a intriga e com a ignorância. Se não fosse a Autonomia, que um dia desejamos seja mais emancipada, madura e pujante, sem garrotes, nem barretes, muito do que já foi feito seria uma miragem. Não admira por isso que o líder madeirense tenha orgulho nas opções que toma no quadro constitucional a favor de quem prefere a regionalização ao centralismo, mau grado a necessidade de repensar processos e expedientes, de mediatizar pedagogicamente os méritos de ter capacidade para legislar e de escolher uma administração de proximidade. Neste quadro, a Região devia dispensar tutores, mandatários e representantes pois Portugal cumpre-se com rigor nas ilhas livres, de tal forma que geram entusiasmo nacional, da direita à esquerda.