A intenção direciona a atenção
Quando nos afastamos do nosso caminho podemos questionar-nos: “será que estou a agir de acordo com as minhas intenções?” “O que posso fazer para me reconectar e alinhar com elas?” Não é sobre ser perfeito, é sobre ser intencional.
A intenção direciona a atenção. É uma das minhas convicções mais fortes e com evidência científica. Nesta altura do ano são já muitos os que pegam numa folha de papel e esferográfica, e, indo ao encontro do ditado “ano vida nova”, se sentam para definir objetivos para 2024. Parece-me bem. Ainda assim, pode ser insuficiente. É que para facilitar o processo de escolher para onde queremos direcionar a nossa atençãoconsciente, antes de qualquer outra coisa, é essencial definir, com clareza e congruência quais são as nossas intenções. E as intenções são bem diferentes dos objetivos. Um objetivo, tecnicamente é alguma coisa específica. Com recurso à neurolinguística, uso normalmente, o modelo SMART para definir objetivos: (specific) especifico, (measurable) mensurável, (attainable) atingível, (realistic) realista, (time-bound) com prazo definido. Já a intenção é a razão pela qual queremos alcançar os nossos objetivos. Os objetivos são meios para alcançar determinados fins e os fins são as intenções.