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Análise

A “causa” de Cafôfo faz-se na Região

A situação actual não se compadece com líderes a meio termo nem com lealdades férreas a Lisboa

1. Paulo Cafôfo foi rápido na decisão de regressar à liderança do PS-M. A derrota profunda sofrida nas eleições justifica a pressa. Pertence-lhe o melhor resultado de sempre alcançado pelo partido em regionais. Esteve, há quatro anos, muito próximo de destronar o PSD do poder e colocou os socialistas num patamar a que não estavam habituados. O efeito Cafôfo, que surgiu, não esqueçamos, fora do establishment partidário militante, tornou-se sério quando conseguiu vencer a Câmara do Funchal, em 2013. Foi reeleito com facilidade e trilhou um caminho eficiente até às Autárquicas de 2021, momento em que viu Miguel Gouveia perder, com muito amadorismo pelo meio, o município para o profissional Pedro Calado. Deixou, depois, a liderança, num acto pouco reflectido e prejudicial para o partido, e rumou a Lisboa para integrar o governo de António Costa, numa pasta que lhe assentou como uma luva.

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